| O sacramento do Batismo |
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O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e aporta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão. O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na palavra. Ele é denominado Batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar significa “mergulhar”, “imergir”; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita, “como nova criatura” (2 Cor 5,17). Este sacramento é também chamado “o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo” (Tt 3,5), pois ele significa e realiza este nascimento a partir da água e do Espírito, sem o qual “ninguém pode entrar no Reino de Deus (Jô 3,5). Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento (catequético) têm o espírito iluminado. Depois de receber no Batismo o Verbo, “a luz verdadeira que ilumina todo homem” (jo1,9), o batizado, “após ter sido iluminado” (Hb 10,32), se converte em “filho da luz” (1Ts 5,51), e em “luz” ele mesmo (Ef 5,8). A partir do dia de pentecostes, (a vinda do Espírito Santo) a Igreja celebrou e administrou o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão impressionada com sua pregação: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo (At 2,38). Os apóstolos e seus colaboradores oferecem o Batismo a todo aquele que crer em Jesus: judeus, tementes a Deus, pagãos. O Batismo aparece sempre ligado à fé: “Crê no Senhor e serás salvo, tu e a tua casa”, declara São Paulo ao seu carcereiro de Filipos. O relato prossegue: “E imediatamente (o carcereiro) recebeu o Batismo, ele e todos os seus” (At 16,31-33) Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus. A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o segundo século. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando “casas” inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças. O Batismo é o sacramento da fé. Mas a fé tem necessidade da comunidade dos crentes. Cada um dos fiéis só pode crer dentro da fé da Igreja. A fé que se requer para o Batismo não é uma fé perfeita e madura, mas um começo, que é chamado a desenvolver-se. O Senhor mesmo afirma que o Batismo é necessário para a salvação. Também ordenou a seus discípulos que anunciassem o Evangelho e batizassem todas as nações. Os diferentes efeitos do Batismo são significados pelos elementos sensíveis do rito sacramental. O mergulho na água faz apelo aos simbolismo da morte e da purificação, mas também da regeneração e da renovação. Os dois efeitos principais são, pois, a purificação dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo. O Batismo não somente purifica de todos os pecados, como também faz do neófito “uma criatura nova” (2 Cor 5,17), um filho adotivo de Deus que se tornou “participante da natureza divina” (2 Pd 1,4), membro de Cristo e co-herdeiro com ele (Rm 8,17), templo do Espírito Santo. O Batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja. Fonte: Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Editora Vozes, Edições Paulinas, Edições Loyola, Editora Ave-Maria, 1993. |


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