| O Sacramento da Ordem |
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Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é portanto o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado (bispos), o presbiterado (padres) e o diaconato (diáconos). Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja “um Reino de sacerdotes para Deus seu Pai” (AP 1,6). Toda a comunidade dos fiéis é, como tal, sacerdotal. Os fiéis exercem seu sacerdócio batismal através de sua participação, cada qual segundo sua própria vocação, na missão de Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei. É pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação que os fiéis são consagrados para ser... um sacerdote santo. O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos Bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis, embora ambos participem, cada qual a seu modo, do único sacerdócio de Cristo, diferem entretanto essencialmente, mesmo sendo ordenados um ao outro. Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da graça batismal, vida de fé, de esperança e da caridade, vida segundo o Espírito, o sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio comum, refere-se ao desenvolvimento da graça batismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e de conduzir sua Igreja. Por isso, é transmitido por um sacramento próprio, o sacramento da Ordem. No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude di sacramento da Ordem, age “in persona Christi Capitis” (na pessoa de Cristo-Cabeça). Pelo ministério ordenado, especialmente dos Bispos e dos presbíteros, a presença de Cristo como chefe da Igreja se torna visível no meio da comunidade dos fiéis. Esta presença de Cristo no ministro não deve ser compreendia com se este estivesse imune de todas as fraquezas humanas, do espírito de dominação, dos erros e até dos pecados. A força do Espírito Santo não garante do mesmo modo os atos dos ministros. Enquanto nos sacramentos esta garantia é assegurada, de tal forma que mesmo o pecado do ministro não possa impedir o fruto da graça, há muitos outros atos em que a conduta humana do ministro deixa traços que nem sempre são sinal da fidelidade ao Evangelho e que podem, por conseguinte, prejudicar a fecundidade apostólica da Igreja. Esse sacerdócio é ministerial. Esta missão que o Senhor confiou aos pastores de seu povo é um verdadeiro serviço. Refere-se inteiramente a Cristo e aos homens. Depende inteiramente de Cristo e de seu sacerdócio único, e foi instituído em favor dos homens e da comunidade da Igreja. O sacramento da ordem comunica “um poder sagrado” que é o próprio poder de Cristo. O exercício desta autoridade deve, pois, ser medido pelo modelo de Cristo que, por amor, se fez o último e servo de todos. O Senhor disse claramente que cuidar de seu rebanho é uma prova de amor por Ele. Entre aqueles vários ministérios, que desde os primeiros tempos são exercidos na Igreja, conforme atesta a Tradição, o lugar principal é ocupado pelo múnus daqueles que, constituídos no episcopado, conservam a semente apostólica por uma sucessão que vem ininterrupta desde o começo. Cada Bispo, como vigário de Cristo, tem o encargo pastoral da Igreja particular que lhe foi confiada, mas ao mesmo tempo ele, colegialmente, com todos os seus irmãos no episcopado, deve ter solicitude por todas as Igrejas. Fonte: Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Editora Vozes, Edições Paulinas, Edições Loyola, Editora Ave-Maria, 1993. |


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