| O Sacramento da Confirmação |
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No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista da sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião do seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era ele quem devia vir, que ele era o Messias, o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá “sem medida” (Jo 3,34). Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas do Messias; devia ser comunicada a todo povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da páscoa (Jô 20,22) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começaram a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo. Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito que leva a graça do Batismo à sua consumação. É por isso que na instrução cristã, a doutrina sobre os batizados e também sobre a imposição das mãos. A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da Confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes. Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, acrescentou-se à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma). Esta unção ilustra o nome de “cristão”, que significa “ungido” e que deriva a sua origem do próprio nome de Cristo, ele que “Deus ungiu com o Espírito Santo” (At 10,38). E este rito de unção existe até nossos dias. No rito deste sacramento, convém considerar o sinal da unção e aquilo que a unção designa e imprime: o selo espiritual. Da celebração ressalta que o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão plena do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes. Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal:
Fonte: Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Editora Vozes, Edições Paulinas, Edições Loyola, Editora Ave-Maria, 1993. |


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