Dalton Rothen

Menu Principal

Facebook

Afetividade

Além de nossas habilidades físicas e intelectuais, necessitamos desenvolver nossas habilidades afetivas. Da mesma forma que aprendemos a ler, aprendemos a ser afetuosos.    Talvez tenha sido essa a mudança mais importante nas relações familiares nessa geração. Nossos pais eram autoridades. Na geração atual, muitos pais são companheiros. Abraçar, beijar, afagar e expressar amor de forma explícita são atitudes que se incorporam às relações familiares. A geração atual trata os adultos por “você” sem que isso seja encarado como falta de respeito. O que houve foi maior proximidade e a introdução do diálogo.

O ser humano necessita expressar seus sentimentos de forma adequada. O bloqueio dessa expressão leva a pessoa a não se aceitar, a viver uma pressão emocional e a desconhecer-se. Podemos deliberadamente pensar em um determinado assunto, mas não temos o controle dos nossos sentimentos. O que sentimos diante de uma cena, simplesmente sentimos. As relações afetivas familiares servirão de parâmetro para as relações fora de casa. A maneira como iremos nos relacionar com nossos amigos será reflexo do que aprendemos em casa. A ampliação dos nossos relacionamentos significativos deve ser uma meta a ser perseguida, pois as pesquisas demonstram ser uma fonte perene de satisfação.
 
Certamente, temos necessidade de momentos em que dedicamos a nós mesmos, nos quais estarmos a sós, é condição necessária. A oração, a leitura e o desenvolvimento de algumas tarefas intelectuais ou artísticas exigem a privacidade, mas o estado de solidão é um erro que precisa ser evitado. Se ficamos tempo demais sozinhos e se temos poucos amigos, é imperioso agir para superar tal condição. Isso exige um esforço real, porém compensador.
 
Um grande amigo meu, quando ainda éramos adolescentes, um dia me confidenciou que tinha grande dificuldade para fazer amigos. Ele, aos dezessete anos de idade, tinha um aspecto meio sisudo, fechado, aquilo que as pessoas costumam classificar como temperamental. Lembro-me bem da esquina onde travamos essa conversa. Naquela época, eu tinha vinte e um anos e, como “conselheiro”, indiquei ao meu querido amigo que ele deveria se esforçar para sair de si, investir ativamente em procurar as outras pessoas e estar com elas. Falamos do medo da rejeição, de não sermos bem interpretados e de não agradarmos a todos. Normalmente, temos propensão a ouvir conselhos por um ouvido e deixá-los escapar pelo outro. Este meu amigo fugiu à regra. Transformou-se num grande fazedor de amizades. Ele é uma pessoa com quem adoro conversar. Sinto que ele me ouve, me compreende, contribui ativamente para o assunto, é afetivo e um sujeito muito interessante. É daqueles caras que têm opinião própria sem, no entanto, ser autoritário. Esse exemplo real mostra como as pessoas podem sair de uma posição de dificuldade em relacionar-se com os outros e transformar-se para melhor. Ah, ia me esquecendo: ele adora contar piadas e dá muitas gargalhadas. “Não abandones um velho amigo, pois o novo não o valerá” (Eclo. 9, 14).

Paixão e amor

Com base no conhecimento sobre o funcionamento do cérebro humano, pode-se distinguir os conceitos de paixão e amor. Conforme Haidt (2006), a paixão e o amor são dois processos distintos com ritmos diferentes. A paixão é um estado alterado de consciência que gera prazer ao cérebro. Em qualquer experiência intensamente prazerosa ocorre secreção de dopamina. O cérebro reage ao excedente crônico de dopamina para restaurar o equilíbrio de suas funções. Desta forma, neutraliza os efeitos da paixão. Biologicamente, ninguém consegue viver num estado permanente de paixão, pois o cérebro humano não permite. Quando as pessoas se apaixonam, vivem emoções intensas que aos poucos irão ser atenuadas pela reação do cérebro.
 
O que mantém os relacionamentos de forma duradoura é o desenvolvimento do amor que é baseado no companheirismo entre duas pessoas profundamente comprometidas uma com a outra com uma pitada de paixão. Essa informação deve trazer alívio para muitas pessoas que sentem desconforto e desilusão por não terem conseguido manter o fogo da paixão aceso indefinidamente. A função da paixão é atrair. A do amor é manter a união. Um sujeito que permanecesse apaixonado seria incapaz de dar conta das tarefas e cuidados necessários para a manutenção da vida. Por outro lado, se não houvesse a forte atração entre os indivíduos de sexo oposto a espécie não teria continuidade.

Refeência Bibliográfica

HAIDT, Jonathan. Uma Vida Que Vale a Pena. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda, 2006.

 

A Felicidade no Trabalho

A Felicidade no Trabalho

"A mais bonita sorte, a mais maravilhosa fortuna que pode ocorrer para qualquer ser humano, é ser pago para fazer aquilo que ele apaixonadamente ama fazer." - Abraham Maslow.
Leia mais...

Áreas da Vida

Áreas da Vida

O nível global de satisfação com a vida de um indivíduo consiste da soma das satisfações que ele tem nas áreas da vida que considera importantes para si.
Leia mais...

Aconteceu

Novidades!

Confira
- Eventos,
- Entrevistas,
- Palestra,
- Novidades
Leia mais...

Livro Para Uma Vida Melhor

A busca da felicidade mobiliza permanentemente o ser humano. Muitos a procuram, porém poucos a encontram.
Afinal, é possível ser feliz?

Copyright 2012 Seminários Para uma Vida Melhor. Todos os direitos reservados.